Gilberto Francisco

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Almir Mavignier: pioneiro da arte geométrica no Brasil

Em 2018,Almir Mavignier morre e o mundo se despede de um dos últimos representantes de um momento muito importante da história da arte, que foi o construtivismo latino-americano.

Mavignier foi um dos pioneiros da arte geométrica no Brasil. Ele nasceu em 1925, no bairro carioca de Vila Isabel e foi  o principal colaborador da doutora Nise da Silveira na construção do ateliê de arte no Hospital Psiquiátrico do Engenho de Dentro. 

Detalhe de "Progressão e rotação" (1952-53), tela de Almir Mavignier

Detalhe de “Progressão e rotação” (1952-53), tela de Almir Mavignier

Vida de Mavignier

Mavignier faleceu na cidade de Hamburgo, na Alemanha, onde vivia desde 1960. Ele foi aluno e professor na Escola de Design de Ulm. Assim, ele deixou uma viúva, Sigrid, e um filho, artista Delmar Mavignier.

As obras de Mavignier são consideradas uma ponte entre a arte moderna e as transformações que ela exige de si  para ganhar o mundo. Além de tudo, ele foi aluno de Arpad Szènes e Maria Helena Vieira da Silva, e frequentou  aulas e conversas com Ivan Serpa no Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro.

Encontro com o amigo Abraham Palatnik (de blusa azul) no MAC de Niterói, em 2008 Foto: Leo Aversa / Divulgação

Encontro com o amigo Abraham Palatnik (de blusa azul) no MAC de Niterói, em 2008 Foto: Leo Aversa / Divulgação

No começo de sua carreira, em 1940, sua pintura ainda era considerada figurativa. Porém, ele já tinha grandes planos de cor que apontavam para um desejo de abstração.

Mavignier era um jovem pobre e por isso não tinha recursos para sustentar seus estudos ou alugar um ateliê. Porém, depois de algum tempo ele conseguiu um emprego de meio período como guarda de sala do Hospital Psiquiátrico do Engenho de Dentro.

Carreira de Mavignier

Foi ele quem teve a ideia de fazer o Ateliê de Arte, que foi fundado em 1946 e revolucionou a psiquiatria no Brasil. Com isso o artista conseguiu um lugar para pintar (e foi quando começou a pintar seus próprios trabalhos).

No começo de 1950, Mavignier foi convidado para estudar em Paris. Depois, foi para a Escola de Ulm, onde estudou com a brasileira Mary Vieira e o alemão Josef Albers.

 

Cartaz de Almir Mavignier para exposição Foto: Acervo do artista

Cartaz de Almir Mavignier para exposição Foto: Acervo do artista

Nas pinturas do artista, pontos de tinta como coágulos que foram as formas geométricas chamam a atenção. Esses pontos, portanto, são espaçados na superfície da tela e dão a impressão de movimento e cor. Desta forma, é como se as formas geométricas pudessem ser animadas por cores que são luz!

O grande domínio da cor é usadas a favor das artes gráficas. Por isso, o artista se transformou em um designer reconhecido no mundo todo. 

Porém, em seu dois últimos anos de vida, já bem debilitado com a perda da visão e utilizando cadeira de rodas, o artista se manteve lúcido. Ainda assim, ele continuou trabalhando em seu ateliê, onde pesquisava novas danças para a forma.

Sendo assim, o artista ganhou grande reconhecimento e por isso hoje é muito aclamado, mesmo depois de sua morte. Entretanto, ainda existem muitas pessoas que ainda não conhecem.

Sobre o autor

Comunicólogo, analista de dados, publicitário e Jornalista, minhas principais áreas de estudo são psicologia, sociologia, economia e comunicação.

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